REPÚBLICA DA ATEIA território: bacia do Mediterrâneo; capital: Ibiza Malta pode ser um último reduto, a gente não se importa.

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20.12.08

comentários a rosa

"Em época de Natal, tempo de paz e de fraternidade, quero dirigir a todos os portugueses os meus votos de Feliz Natal, e que o Novo Ano possa trazer uma esperança renovada de mais progresso para todos. (correctíssima, o natal é um dia, por isso fácil na felicidade, ano é um tempo estendido e logo progresso é a palavra apropriada- nova redação?)
O Natal é um tempo dedicado à Família, cujo valor devemos enaltecer e preser var como espaço fundamental de afectos, de entre ajuda e de solidariedade, essenciais para a formação integral dos jovens e para o envelhecimento tranquilo dos mais idosos. (com família quererá dizer, pai, mãe, casalinho e avós paternos e maternos? ou alguma variação é aceite no conceito "família"?)
O Natal é também um tempo de solidariedade para com o próximo. (ah sim? e no resto do ano é só progresso?)
Solidariedade para com todos aqueles que sofrem na solidão ou na doença, mas também para com os que precisam de ânimo e de incentivo para prosseguir o caminho que os conduz aos objectivos por que anseiam e por que lutam. (tipo o casamento igualitário?)
Temos consciência de estarmos a atravessar tempos difíceis, mas também sabemos que, em Democracia, há sempre soluções para os problemas que temos de enfrentar. (pode-se sempre fazer uns seis meses de intervalo e resolve-se esta bagunça toda)
Temos que ter esperança em que será possível alcançar uma vida melhor para todos, temos
que confiar na nossa capacidade colectiva de prosseguir e de vencer. (colectiva assim como o psd, certamente)
Para isso, é necessário coragem e determinação, pôr de lado orgulhos inúteis e substituí-los por atitudes de humildade e compreensão para que se consiga concertar opiniões divergentes em nome do bem comum. (ah, claro, tipo como na assembleia municipal de Lisboa!)
É possível sonhar, mas com verdade e responsabilidade. (e sobretudo sem ironia)
É possível ousar trilhar caminhos alternativos que nos devolvam a confiança, essa trave mestra do êxito e do progresso solidário. (e sobretudo exteriorizá-los para que se saiba quais são)
Desejo-vos, sinceramente, um novo tempo de confiança e de esperança.
Desejo a todas as famílias portuguesas um Santo Natal e um Bom Ano de 2009. (santo, assim como obrigatóriamente católico?)"
mensagem de natal da manela, via entre as brumas

Rip Her To Shreds - Blondie

17.9.08

da natureza do casamento

a propósito de alguns comentários neste post da Fuckitall gostaria de desenvolver algumas ideias sobre a natureza do casamento.
partindo do presuposto de que o casamento é exclusivamente entre homem e mulher, e/ou vice-versa, e com vista à procriação, chamo a atenção para situações de desigualdade efectiva, assumidas pelos cidadãos que beneficiam de um estatuto em tudo igual.
aqui estão elas e aceito mais sugestões, sempre entre sujeitos humanóides:
-golpe do baú
-ups, engravidei, temos de casar
-vou ter de arranjar uma russa porque sou tão feio tão feio.../tenho de me casar com um americano qualquer que esta vida aqui não dá pros custos deste corpinho que deus me deu
-olha, não sabia o que havia de fazer da vida, as pessoas casam-se a certa altura da vida não é?
-casar era a única forma que tinha para melhorar o meu nível de vida
-foi um bom casamento, o meu cônjuge proporciona-me um bom nível de vida
-não podia ficar encalhado/a
-com a lista de casamento conseguimos equipar a casa toda e ainda passar umas férias magníficas
-sempre sonhei casar numa igreja com um enorme vestido branco tipo lady di
-para ficar neste país tinha de me casar

e etc.

15.9.08

o paradigma português

na leitura deste artigo depreende-se a naturalidade com que o autor assume a sua mediocridade. ao falar de génio, mais uma vez mistério assim como o da criação e das alucinações de fátima, o professor que tem almoços grátis, mostra o anacronismo da sua visão do mundo e a seu desconhecimento dos mecanismos da criação artística.
é natural, não é também uma surpresa, que toda aquela falta de imaginação só poderia originar um fanático religioso que só aceita dogmas e soluções infantilizadas sobre o mundo de hoje. os seus pares são os ayatolas do irão.
o paradigma é que de facto há almoços grátis, e a prova é um jornal nacional pagar para ter aqueles escritos.

13.3.08

a grande melanie philips

...fala do assunto da semana passada. o serviço de harry no afeganistão.

12.9.07

news of the world

renault have just brought out a people carrier so spacious that you can hardly notice that the kids are in the back. they have called the renault mccann.

1.9.07

25.8.07

Não existem tios

Acreditar que um substantivo se transforma em adjectivo é uma forma enviesada de moralismo.

Não conheço tios. Eu coço os colhões e penso, procuro e nada. Duas mãos, duas pernas, uma cabeça. Seres humanos.

Achar que tios existem, como quem pensa que existem cosmonautas é tonteria. Uns vestem sobrinhos com camisolas Gap, outras descoloram madeixas e usam berloques, todos lhes chamam tios, mas o que é isso de ser tio? O que conheço são irmãos de pais, cunhados de pais, irmãs de mães e etc.

10.8.07

As tardes da Júlia

Este é um testemunho na primeira pessoa de uma criança traumatizada pela vivência no lobbi gay desde tenra idade.
"Tudo começou quando tinha 11 anos de idade. Os meus pais levaram-me ao meu primeiro Gay Pride nesse verão. Eu confiava muito nos meus paizinhos e sempre fui com eles para todo o lado, não achava que eles me poderiam levar a sítios e eventos que me fossem prejudicar tanto e traumatizar para o resto da vida. Nessa festa não se passou nada de especial, apenas encontrámos algumas pessoas conhecidas, amigos dos meus pais e alguns vizinhos. Havia gente a dançar, umas mais vestidas que outras. Algumas envergavam roupas de lycra, outras de cabedal, algumas até latex apesar do calor. Havia umas bancas que distribuíam preservativos de graça, eu até já tinha visto os anúncios de preservativos e na escola já tínhamos falado entre colegas sobre eles, mas assim ao vivo chocou-me, foi uma coisa da qual nunca mais me esqueci.
A partir daí começámos a frequentar apenas o bairro gay da cidade. Só íamos aos cafés e lojas da cena gay. Para comprar roupa para mim era difícil, mas sempre encontrávamos algumas peças, sobretudo em lycra, até porque alguns clientes dessas lojas gostavam muito de roupas assim justas e alguns números abaixo para evidenciarem atributos físicos. As férias eram invariávelmente em Mikonos e Lesbos. Na escola falavam dos filmes que viam, do Nemo, do Toy Stories e eu sentia-me ostracizada porque só via Fassbinder, Almodóvar e clássicos do star system. Não tinha conversa com os meus colegas.
Aos 15 anos rebelei-me e com algum dinheiro que tinha guardado das minhas semanadas consegui comprar umas roupas de algodão na HM. Desde aí a relação com os meus pais é muito tensa e há muita dificuldade em me aceitarem e nem foram à cerimónia religiosa do meu casamento.
Ainda hoje só consigo vestir no estilo Laura Ashley.
Julia"
 
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