REPÚBLICA DA ATEIA território: bacia do Mediterrâneo; capital: Ibiza Malta pode ser um último reduto, a gente não se importa.

17.9.08

da natureza do casamento

a propósito de alguns comentários neste post da Fuckitall gostaria de desenvolver algumas ideias sobre a natureza do casamento.
partindo do presuposto de que o casamento é exclusivamente entre homem e mulher, e/ou vice-versa, e com vista à procriação, chamo a atenção para situações de desigualdade efectiva, assumidas pelos cidadãos que beneficiam de um estatuto em tudo igual.
aqui estão elas e aceito mais sugestões, sempre entre sujeitos humanóides:
-golpe do baú
-ups, engravidei, temos de casar
-vou ter de arranjar uma russa porque sou tão feio tão feio.../tenho de me casar com um americano qualquer que esta vida aqui não dá pros custos deste corpinho que deus me deu
-olha, não sabia o que havia de fazer da vida, as pessoas casam-se a certa altura da vida não é?
-casar era a única forma que tinha para melhorar o meu nível de vida
-foi um bom casamento, o meu cônjuge proporciona-me um bom nível de vida
-não podia ficar encalhado/a
-com a lista de casamento conseguimos equipar a casa toda e ainda passar umas férias magníficas
-sempre sonhei casar numa igreja com um enorme vestido branco tipo lady di
-para ficar neste país tinha de me casar

e etc.

4 comments:

jorge c. said...

Descobri-lhe o antro.
Ouça, o casamento no início era mesmo um golpe do baú. Os paizinhos das donzelas romanas escolhiam o pretendente mas abastado (financeiramente, dr. maybe, financeiramente) e casavam a cria com o ricaço. Por isso o casamento é um contrato. A sua génese vem de uma necessidade de uma das partes de ser suportada.

Um abraço.

dr maybe said...

exacto, por isso mesmo coloquei em primeiro lugar o golpe do baú. e qual é a versão moderna, numa sociedade democratizada em que os dois elementos no casamento têm, por lei, os mesmos direitos e posicionamento social? é a versão da entreajuda, do apoio ao outro quando um não pode.

jorge c. said...

Sim, a ideia patrimonial do casamento hoje é que seja um contrato que assegure uma maior estabilidade nesse sentido. As pessoas casam-se para terem mais facilidade em construir uma vida de que possam tirar proveito, partilhando despesas e ganhos.
Mas este é o elemento patrimonial da natureza do casamento.

dr maybe said...

sim é esse a razão material, a sentimental é hoje em dia o que se convenciona chamar relação amorosa.

 
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